Japonesa Panasonic deverá substituir Bombril na camisa do Santos em 2005

JORNAL VALOR ECONÔMICO

A Panasonic, fabricante japonês de produtos eletrônicos, deverá ser a nova parceira dos Santos Futebol Club, no lugar da Bombril, que está com o clube desde 2002, segundo informações de pessoas próximas à negociação.

Os contratos dos três patrocinadores que aparecem nas camisas dos atletas terminam neste mês, com chances de renovação para a Umbro, há oito anos na parceria, e a Helios Carbex, há um ano.

A chegada da Panasonic, que admitiu estar em negociações com o clube, está em linha com a intenção do Santos de valorizar os espaços nas camisas dos jogadores.

A Panasonic integra o grupo Matsushita Electric. Com vendas anuais superiores a US$ 62 bilhões, possui 372 empresas no mundo e está no Brasil desde 1967.
A Bombril informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o contrato está sendo analisado e que não há nada definido.

Dagoberto Fernando dos Santos, principal executivo do Santos, não confirma as negociações com a Panasonic, mas admite que o clube busca alternativas.

“Pretendemos melhorar as receitas dos patrocinadores em 40% para 2005″, revela o executivo. Para ele, a busca de parcerias com o Santos reflete o bom desempenho nos gramados, mas faz uma ressalva: “quem não é campeão fora do campo, também não será dentro dele”, numa referência à gestão financeira. No início de 2002, ano em que o clube foi campeão brasileiro, sequer havia patrocinador para o time, que terminou em 15º lugar no ano anterior.

A marca Santos Futebol Club deu uma reviravolta e chega ao final do campeonato brasileiro consolidada e disputada, após três temporadas de bons resultados nos gramados nacionais e internacionais.

Segundo o presidente Marcelo Teixeira, reeleito para o biênio 2004/05, “o Santos está passando por um processo de profissionalização de todos os seus departamentos, iniciado em 2001. Aos poucos, essa forma de gestão tem gerado lucro ao clube, como na área de marketing, que tem conseguido várias receitas alternativas”.

Teixeira, que também ocupou a presidência entre 1992 e 1993, está certo de que 2005 será ainda melhor. “Devido à participação pela terceira vez seguida na Copa Libertadores e das vendas de alguns jogadores efetuadas em 2004, teremos receita para investimentos patrimoniais”, acrescenta.

Entre esses investimentos, estimados em R$ 5 milhões, estão a construção de 21 camarotes em área reservada das arquibancadas do estádio da Vila Belmiro, a total reforma e ampliação do centro de treinamento do clube, com inclusão de hotelaria, salas completas para exercícios, criação de dois novos campos de futebol para as categorias amadoras e melhor utilização dos espaços no estádio Urbano Caldeira, onde já se encontra o memorial do clube e será instalada uma churrascaria.

Com a nova fase, o Santos viu dobrar o seu número de associados para cerca de oito mil e melhorar seus direitos de imagem na TV. De R$ 10 milhões recebidos em 2003, a dotação subiu para R$ 18 milhões em 2004, decisão que provocou um racha no Clube dos 13, que estabelece o sistema de cotas junto com a CBF, patrocinadora do Brasileirão. Dagoberto dos Santos lembra que essa é a maior fonte de recursos isolada dos clubes. Ele acha que não é o ideal e defende mais patrocínio, mais venda de produtos licenciados e melhor aproveitamento do estádio, que fica ocioso por muito tempo.

Outra fonte é a dos recursos dos jogos, baseados na bilheteria e nos prêmios recebidos. Esses recursos subiram de R$ 5 milhões em 2002 para R$ 11 milhões em 2003 e devem ultrapassar essa quantia em 2004. O executivo estima para este ano um superávit operacional de R$ 17 milhões, após déficits de R$ 31,5 milhões em 2001, R$ 13,2 milhões em 2002 e R$ 13 milhões no ano passado. No cômputo geral financeiro, contudo, o clube carrega uma carga pesada de dívidas “que vêm de longe”, com o Imposto de Renda e o INSS, respectivamente de R$ 10 milhões e R$ 1,5 milhão. “São dívidas equacionadas, pois entramos no Refis e temos compromisso de resgate com a Receita Federal, o que está sendo cumprido”, sustenta o executivo.

A aposta que o Santos faz, igual a vários outros clubes presos a grandes endividamentos com órgãos públicos, é na vinda da Timemania, uma nova loteria esportiva federal, administrada pela Caixa Econômica Federal, baseada nos escudos dos clubes, que poderá arrecadar por ano R$ 500 milhões. Desse total, 25% iriam para os clubes, sendo 20% para enfrentarem seus passivos com o Imposto de Renda, INSS e FGTS e 5% como reforço de caixa. “Esperamos uma medida provisória nesse sentido para breve”, diz.

Fonte: www.valoronline.com.br/veconomico/caderno/?show=index&mat=2758722&edicao=997&caderno=83

Por : admin /Dezembro 20, 2004 /Notícias

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