Boca Juniors tenta se firmar como o maior clube da América do Sul

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O Boca Juniors está invadindo o Brasil. Depois de assinar um contrato para licenciamento de seus produtos em território nacional, o clube argentino abrirá escolinhas de futebol pelo país. A meta é ter 12 franquias até agosto de 2011. A primeira será lançada no dia 2 de outubro, na Zona Leste de São Paulo.

A intenção principal não é garimpar talentos, mas expandir a marca Boca Juniors.

– Não é nosso objetivo competir com os clubes brasileiros neste ponto. A ideia das franquias é criar um vínculo de fidelização das novas gerações com o clube – revelou ao LANCE! Andrés Lillini Compari, que coordenou as categorias de base do Boca durante anos.

Bate-Bola

Andrés Lillini Compari, Coordenador técnico do Boca Juniors

Como nasceu a ideia do projeto de franquias de Boca Juniors pelo mundo? – Ficamos impressionados ao saber como o Boca é conhecido em vários países. A partir daí, passamos a buscar uma forma de expandir nossa marca, principalmente em metrópoles importantes, como São Paulo.
Como é feita a divisão das categorias nessas franquias? – Dividimos por idade, no modelo argentino, em seis divisões. A intenção é que todos atuem juntos durante o desenvolvimento como jogadores.
Há a possibilidade de garimpar algum talento? – Não. O intuito do projeto é apenas usar o futebol em caráter recreativo e educacional.

O mercado brasileiro é considerado bastante atrativo para os argentinos, principalmente por causa da força que a imagem do clube Xeneize já tem no país.

– O Brasil é um mercado muito interessante, por conta de seu crescimento econômico. Queremos também aproveitar também o fato de o Boca ter conseguido bons resultadosemterras brasileiras – explicou Mario Domínguez, vice-presidente de marketing do clube.

Com a palavra: Mario Domínguez

Vice-presidente de marketing do Boca Juniors

Um processo que está em expansão

O projeto de franquias do Boca segue um manual rígido de condução, treinamentos e administração. Estamos expandido nossa marca cada vez mais pelo mundo. Além dos projetos que já temos, há negociações em andamento para inauguração de franquias em mais dez países (Austrália, Canadá, Costa Rica, Índia, Israel, Panamá, Paraguai, Venezuela e Vietnã).
Os ganhos ainda são mínimos, se comparados com outras ações de marketing que temos. Porém, acreditamos que haja um crescimento do projeto em longo prazo.

Caso a experiência paulista dê certo, a tendência é a abertura de franquias em outras cidades brasileiras. Cada unidade terá de 200 a 300 alunos, entre 7 a 17 anos. As mensalidades variam de R$ 80 a R$ 100 por duas aulas semanais.

Os técnicos das escolinhas serão treinados por profissionais do Boca Juniors para aprender a metodologia de treinamento do clube.

As franquias terão de seguir esse método à risca. Até mesmo a divisão dos alunos por idade obedecerá às categorias argentinas.

O sistema brasileiro é pior porque, a cada dois anos, o garoto passa um sem jogar, como reserva dos mais velhos. No sistema argentino, os garotos jogam o ano todo – afirma Higor Nunes, diretor da DFS Gol Business, empresa intermediária entre o Boca e os franqueados.

O clube argentino já lançou projeto semelhante em oito países (Estados Unidos, El Salvador, Equador, Colômbia, Peru, Chile, Bolívia e Coreia do Sul), e pretende abrir novas franquias em outros dez. O objetivo é consolidar de vez o Boca Juniors como o maior clube do continente americano.

A receita para o sucesso

Há pelo menos dez anos, o Boca Juniors é uma referência em marketing esportivo na América do Sul. O estádio La Bombonera e o Museu do Boca são dois dos principais pontos turísticos de Buenos Aires.

Em 2004, o clube tinha mais de mil produtos licenciados, marca que praticamente nenhum brasileiro atingiu. E esses feitos foram alcançados por uma insituição localizada num país com população e renda bem menores que as do Brasil.

– Temos mais de 60 fábricas licenciadas para produzir nossos produtos. As peças mais vendidas são da linha de vestuário e material escolar.

Acabamos de abrir uma nova loja no Aeroporto Internacional de Ezeiza, além da que já existe em La Bombonera – disse Mario Domínguez, vice de marketing do Boca .

As vendas de produtos licenciados atualmente têm grande importância para o clube, representando um importante aporte de capital.

Por : admin /Setembro 27, 2010 /Notícias

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