O que falta pro Brasil ser uma potência olímpica?

Futebol de Fato!

Nesse período de Jogos Olímpicos, todo o país pára para ver seus ídolos brilharem nos campos, quadras e piscinas. Porém, no quadro de medalhas da competição, nunca figuramos entre as nações que brigam pelas primeiras posições. Durante anos, muito se discutiu em torno do que falta pro Brasil se tornar uma dessas potências olímpicas. Porém, até pouco tempo atrás, pouco foi feito.

Afinal, estamos em um dos maiores países do mundo em extensão e população. O esporte é algo muito forte na cultura nacional, principalmente o futebol. Porque nossos desportistas, com raríssimas exceções, não figuram sempre entre os ídolos olímpicos mundiais?

A resposta é fácil de ser encontrada. No Brasil, até outro dia atrás, não existia uma política esportiva voltada ao esporte de alto rendimento e de base. Passamos por fenômenos específicos, como os que tornaram ídolos Maguila e Guga. Porém, logo que a carreira desses desportistas entrava em declínio o fenômeno se esvaziava.

Ter uma política esportiva fez com que Cuba e China figurassem entre os países que disputam a liderança do quadro de medalhas. Mas como países que não figuram entre os mais ricos do mundo conseguiram isso? Simples. Com a instauração de uma política esportiva estatal.

Os governos desses países investem no esporte de alto nível e no de base, garantindo os ídolos e as promessas das diversas modalidades esportivas. Para tanto, eles mantêm o ídolo no país com dinheiro federal, fortalecendo seus campeonatos e ainda possibilitando uma melhor preparação de sua seleção. Um forte exemplo disso pode ser o caso da jogadora de voleibol de Cuba Mireya Luís. Já aposentada, a voleibolista era disputada a tapa pelo voleibol brasileiro e italiano. Porém, o governo da ilha do Caribe investiu em um salário compatível e ela permaneceu em Cuba. Com isso, pôde servir de espelho para as futuras gerações que hoje mantém o país entre as quatro melhores seleções de voleibol feminino do mundo.

A Lei Agnelo/Piva, junto com as ações atuais do Ministério do Esporte têm feito o Brasil seguir os exemplos de Cuba e da China. Prova disso é o vantajoso avanço que o handebol brasileiro deu após receber patrocínio estatal, tanto no masculino como no feminino, conquistando posições inéditas como o título pan-americano.

O caminho para o Brasil ser uma das potências olímpicas passa pela manutenção da política implantada por Agnelo Queiróz no Ministério do Esporte. Nunca seremos uma potência como Estados Unidos, sacramentada no investimento do esporte universitário. Mas, com o trabalho de marketing associado com estas ações administrativas, vamos, a médio-longo prazo, brigar pelas primeiras posições do quadro de medalhas olímpicas.

* Este artigo representa apenas a opinião do diretor-presidente da DFS Gol Business, e não a opinião das entidades em que o referido autor esta inserido.

Por : admin /Agosto 26, 2004 /Artigos

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